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2011 Liderença em Educaçao Award Dinner

Honrando:

2011 Education Leadership Award Dinner: Honoring Emilio Azcárraga Jean of Televisa; Roberto Civita of Grupo Abril; and Jim O’Neill of Goldman Sachs Asset Management

Emilio Azcárraga Jean de Televisa;
Roberto Civita de Grupo Abril;
e Jim O'Neill de Goldman Sachs Asset Management

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AS REALIDADES DA EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA

Sem uma educação de qualidade, as crianças latino-americanas continuarão não desenvolvendo as habilidades necessárias para ingressarem no mercado de trabalho e participarem da economia global, cada vez mais competitiva.

  • 50 milhões de pessoas na América Latina não sabem ler nem escrever.
  • Os latino americanos têm em média seis anos de escolaridade, comparados aos nove anos e meio dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).
  • Aproximadamente um terço dessas crianças repetem um ano na escola primária. O custo adicional para os sistemas educacionais é estimado em US$ 4 bilhões por ano.
  • Brasil, Chile, México e Peru classificam-se atrás de Uganda, Zâmbia, Botsuana e Burundi na qualidade do seu ensino de matemática e ciências.
  • No México, somente 13% dos adultos recebem um diploma de ensino médio, comparado a 87% dos adultos norte-americanos.
  • Mais de 50% dos mexicanos e brasileiros com mais de 15 anos de idade são analfabetos funcionais, sendo assim incapazes de competir na economia atual.


CONTRIBUINTES PARA A CRISE EDUCACIONAL DA AMÉRICA LATINA


1. ALTA TAXA DE EVASÃO EM TODA A AMÉRICA LATINA

O problema está centrado na taxa de evasão -- as crianças que vivem em situação de vulnerabilidade não permanecem na escola.

  • 92% das crianças Latino Americanas iniciam a escola primária, mas somente 32% continuam até o ensino secundário (o equivalente à middle/high school nos EUA). Um número menor ainda conclui o secundário.
  • Estima-se que 95% das crianças têm acesso à escola no Brasil, mas somente 59% delas chegam ao oitavo ano.
  • É fato reconhecido que os jovens que abandonam a escola mais facilmente apresentam problemas relacionados à saúde mental, do que aqueles que lá permanecem.

2. DESIGUALDADE NA AMÉRICA LATINA

Nos países com grandes desigualdades sociais desenvolvimento não é sinônimo de redução de pobreza. Na América Latina, a disparidade educacional reflete a diferença entre a renda dos mais ricos e dos mais pobres.

  • Os níveis de desigualdade da América Latina são os mais elevados do mundo -- pelo menos um em cada três agregados familiares, e duas em cada cinco pessoas, vivem abaixo da linha de pobreza.
  • 220 milhões de latinos americanos (aproximadamente 44% da população) vivem com menos de US$ 2 por dia. Mais da metade dessas pessoas são crianças.
  • No Brasil, as crianças do quartil de renda mais baixo completam uma média de quatro anos de escola, contra mais de dez anos completados pelas crianças no quartil de renda superior.

3. GASTOS COM EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA

Os gastos com educação básica ainda são baixos, mesmo tendo recebido contínuos aumentos nos últimos anos

  • Os gastos per capita no ensino primário ainda representam apenas 15% em média, dos gastos nos EUA.
  • Menos de 10% da população latino americana acessa suas universidades, recebem uma quota desproporcional dos recursos financeiros destinados à educação, em comparação com o ensino primário. No Brasil, as universidades públicas recebem apenas 2% do total de alunos, mas recebem 25% de todos os fundos educacionais federais.

4. ACESSO LIMITADO À PRÉ-ESCOLA

A maior parte das famílias que vivem em situação de vulnerabilida não possui recursos para pagar pela pré-escola; desta forma, suas crianças já começam em desvantagem desde o inicio.
 

5. BAIXA QUALIDADE DOS PROFESSORES

O nível de instrução dos professores, em muitas das escolas mais carentes, é extremamente baixo. A maioria dos candidatos aos programas educacionais possui os mais baixos resultados acadêmicos entre os que buscam o ensino superior.

6.  FALTA DE RECURSOS

A desnutrição e o limitado estímulo cognitivo em casa reduzem o desenvolvimento e o processo de aprendizado. Também o ambiente doméstico e a comunidade frequentemente impedem a educação dessas crianças, devido à ocorrência de abusos, trabalho infantil, drogas e outros problemas sociais.

 

ÁSIA VERSUS AMÉRICA LATINA

Um importante fator de sucesso na Ásia tem sido o aumento constante da qualidade do ensino de forma universalizada, principalmente nos níveis primário e secundário.

Em 1970, um adulto latino americano e um asiático médio tinham aproximadamente quatro anos de educação. Hoje, o latino americano médio possui pouco mais de cinco anos de educação, enquanto que um asiático médio tem quase dez.

Quarenta anos atrás, os níveis de desenvolvimento econômico da Ásia e da América Latina eram aproximadamente os mesmos. A partir do crescimento da economia asiática estes níveis superaram em muito os da América Latina. A alta qualidade do sistema de ensino da Ásia têm proporcionado aos asiáticos as competências necessárias ao trabalho na sofisticada indústria de tecnologia.

Fontes das estatísticas acima: ECLAC, USAID, OECD, OXFAM, Organização Pan-Americana da Saúde, Banco Mundial, Nações Unidas, Instituto Hoover





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